Viral ou não viral?

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Não vou entrar nos detalhes sórdidos. O assunto, talvez seja off-topic, mas arrisco o post para dar o pontapé na discussão e quem quiser, comente. O fato é que recentemente a guerra das cervejas vem apresentando desdobramentos polêmicos. A editora do Meio & Mensagem, Regina Augusto, escreveu um ótimo artigo falando sobre a atitude de uma marca de cerveja que - no afã de “criar um viral” - chegou a mentir na imprensa, transformando em verdade, a notícia falsa do suposto namoro de seu personagem com uma modelo. Hoje, em muitos blogs pode ser visto um vídeo, que - para quem é desconfiado - tem toda pinta de ter sido produzido de maneira a denegrir a imagem de outra marca de cerveja. Se você quer mais informações, o Cocadaboa, neste artigo, disseca o assunto com surpreendente seriedade (apesar do texto debochado de sempre).

3 Respostas para “Viral ou não viral?”

  1. Renato Iwashima Disse:

    Ótimo Post! Não sei se podemos dizer “Para quem é desconfiado”… afinal, não é a primeira vez que isso acontece. Quem não se lembra do caso Coca-Cola / Dolly? Não sei se temos algo que realmente comprove o que ocorreu, mas acredito que o Marketing Viral nem sempre tem lá seus lados bons… Enganam a audiência, utilizam métodos imorais para entrar na onda da nova tendência…

    Sei lá, utilizam a estupidez das pessoas para aproveitar o poder da mídia e fazê-las de bobas…

    Apenas um trecho do livro “A publicidade é um cadáver que nos sorri”, de Oliviero Toscani:

    “Hoje em dia, o público acredita no que ele vê na televisão, nos telejornais, nos programas, nos anúncios. Adere-se à verdade de uma imagem do jornal televisado, sem que se tenha assistido à ação diretamente. Tudo ganhou novas roupas na montagem, foi transformado pelo enquadramento, acelerado, desacelerado; entretanto é a verdade. A guerra do Golfo da televisão é a verdadeira guerra do Golfo. A única. Dezenas e dezenas de milhares de iraquianos foram mortos, todo o sistema de irrigação e de água potável do país foi destruído, milhares de crianças morrem ainda de diarréia, por falta de medicamentos, e ninguém sabe disso. A realidade é a imagem da televisão. Uma tela.”

    O escritor britânico George Orwell, em seu livro “1984″(gerador do termo conhecido “Big Brother”) escrito em 1949, já dizia sobre a manipulação da mídia e a deturpação da realidade… era assim que o governo exercia seu poder sobre a realidade e foi assim que muitos governos já o fizeram, especialmente, o governo nazista de Hitler, berço dos estudos da comunicação.

    Coisas tão antigas, utilizadas há muito tempo, tem sido utilizadas cada vez mais… tão atual quanto nunca.

  2. Neto Disse:

    Renato,
    Valeu pelo comentário
    Digo “pra quem é desconfiado”, porque nem todo mundo recebe a informação com um filtro crítico.
    Ainda.
    Não é de hoje que o marketing (viral ou não) se dedica a encontrar o lado ingênuo da gente. O próprio Toscani, soube cutucar a todos nós, mexendo com nossos mais profundos preconceitos e tabus.
    Naquela época, quando a campanha da Benetton surgiu, foi um escândalo.
    Hoje, duvido que tiesse o mesmo impacto.
    Estamos mais escolados graças às discussões que surgiram dali.
    A novidade é que o público que crê na televisão está se transformando em minoria (ok…o processo pode levar mais tempo no Brasil, por uma questão de educação, cultura, etc…mas na Europa ou nos Estados Unidos isso é sim um fato)
    O consumidor amadureceu.
    Como disse Al Ries “tudo que você disser a seu respeito é automaticamente suspeito”.
    Boa parte dos clientes, por isso, está deslumbrado com o viral, porque têm a ilusão de que assim, não serão eles os porta-vozes de suas próprias mensagens.
    Ingênuos, iludem-se com a idéia de que podem controlar o word-of-mouth.
    Não podem.
    E esse video é a prova disso.
    Quem sabe o Grande Irmão, do Orwell não é você, eu e o milhão de outros usuários, internautas e consumidores que gritam ao primeiro sinal de uma fraude como essa?
    abcs.

  3. Julia Fregona Disse:

    Vejo a publicidade mais ou menos como a religião. Pega os sentimentos mais ingênuos das pessoas e os transforma em sensações e vontades. Não tão grandioso, mas com o mesmo poder de cegueira.

    Mas não pensem que sou romantica e encaro isso como um pecado mortal não. Acho muito inteligente. Aliás, inteligente até demais.

    O ruim é quando os valores éticos começam a passar por cima do ideal final. A burrice é ser descoberto.

    A sorte é que, realmente como falou, o Big Brother dos publicitários são os proximos outros profissionais … Bom para a gente.

    Agora que deve ter sido legal ver a cara dos publicitários vendo a Karina estampada na revista e pensando: Agora sim, tenho certeza! Sou Deus…
    Patéticamente doce. E real.
    Beijos
    Até
    Julia Fregona

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