O Mundo é Freeconomic

free_thumb_1.jpg

[Desculpem o mega-post, mas o assunto vale a pena...]
Em seu blog Long Tail, nesta semana, Chris Anderson chama a atenção para um fato bastante relevante que, mais uma vez, reforça seus últimos insights relacionados com a Economia da Abundância. Trata-se do custo do MIPS [o número de instruções por segundo de um processador]. Ocorre que, segundo Anderson, houve uma brutal queda neste valor que, mesmo considerada a Lei de Moore, não deixa de ser espantoso: em 1992, um PC 286 realizava 0.9 MIPS e custava US$ 3 mil. Hoje, um Intel Core Duo realiza 20.000 MIPS e o processador custa US$ 200. Ou seja, o preço do MIPS, que em última análise define a performance de seu computador, caiu de algo perto de U$ 1.000/MIPS para U$ 0,01/MIPS. Com um custo de processamento tão baixo, ou, como generaliza Anderson, quando as coisas começam a custar pouco, você faz extravagâncias e irresponsabilidades. Passa de conservador para gastador. Faz loucuras como oferecer que o usuário leve toda sua coleção de CDs no bolso, ou dá a ele uma caixa postal de e-mails virtualmente infinita, como fez o G-Mail. O mesmo aconteceu com os hard-drives. O preço do megabyte hoje está próximo dos 30 cents de dólar, quando anos atrás custava centenas. Banda de internet, custa menos de US$ 0,10 por giga. Anderson conclui que a abundiância crescente de recursos, leva o mundo mais e mais em direção do Freeconomics. E termina citando esta coluna de Michael Schrage, que atesta que “nunca na história tanta inovação foi oferecida para tantos, por tão pouco”.

Deixe um comentário