Ceramics for Breakfast

Fevereiro 7, 2007

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Esta e outras peças criativas de “design para o desjejum” no concurso promovido pelo designboom.


Long Tail offline

Fevereiro 7, 2007

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Se quando você ouve falar em Long Tail, logo pensa: “tá, tá, tá…isso é bacana para música online…mas quero ver cauda longa no supermercado!”, nenhum exemplo é mais elucidativo do que este que Chris Anderson publicou em seu blog.
Trata-se do case Anheuser-Bush [Budweiser].
Segundo Anderson, Anheuser-Bush criou uma divisão Long Tail, especialmente focada no desenvolvimento de produtos para nichos.
É muito fácil entender como a distribuição via internet criou uma espécie de “espaço de gôndola infinito” - o coração das online stores/long tail - mas como isso se aplica ao mercado de garrafas de verdade e gôndolas de verdade?
O segredo foi revelado por Pat McGauley, vice-presidente da Divisão Long Tail: como a Anheuser-Bush tem sua própria rede de distribuição, são capazes de levar produtos de nicho onde quiserem, com extrema eficiência. Ou seja, podem distribuir uma cerveja local, criada por uma de suas microcervejarias, por todo o continente, ou distribuir um produto de nicho encontrando mercados regionais muito específicos. Assim, a linha de produtos da companhia cresceu de 26 para 80 produtos em apenas 10 anos e hoje possuem cervejas orgânicas, para mulheres, microcervejarias e dezenas de outras variantes.


Jobs e o DRM

Fevereiro 7, 2007

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Steve Jobs, hoje no site da Apple, publicou seus Pensamentos sobre Música expondo sua posição a respeito do DRM (Gerenciamento de Direitos Digitais). A carta é detalhada e inicialmente parece um “tutorial” sobre como funciona o controle dos direitos autorais online. Se você não sabe, é assim: iPod toca o que você comprar na iTunes Music Store (mais tudo aquilo que você importar de fontes legitimas ou piratas). Zune, toca o que tem DRM Microsoft e players da Sony, o que vem da Sony Connect.
Cada um, portanto, controla sua versão de DRM. E um player não toca conteúdo que tenha sido “marcado” com DRM de outra companhia.
Jobs afirma que o DRM no iPod e na iTunes Music Store apenas existe por exigência das Big Four, as quatro gravadoras que controlam 70% da música mundial: Universal, Sony BMG, Warner e EMI. E então, faz uma revelação importante: na média, cada iPod hoje no mercado, possui apenas 3% de música com DRM. Ou seja, ou a gente acredita que os outros 97% são de músicas “ripadas” dos CDs dos proprietários, ou a gente deixa a hipocrisia de lado e admite que boa parte do mundo é formada por piratas [esta última conclusão é minha, não de Jobs, mas é o que ele dá claramente a entender].
A esta altura do texto, com as cartas na mesa, Jobs propõe 3 possibilidades para a Apple:
A primeira é ficar tudo como está e quem sai perdendo é o consumidor.
A segunda é a Apple liberar o código de seu DRM, o FairPlay, para outras companhias possibilitando a interoperatividade entre players - fato que comprometeria em muito a segurança do próprio DRM Apple, já que uma vez liberado, a possibilidade de cair em “mãos erradas” seria enorme.
E finalmente a terceira possibilidade - e é claro que é isso que Jobs está buscando como o principal vendedor de música online do mundo - que é as Big Four abolirem o DRM.
Segundo Jobs, DRM nunca funcionou para evitar pirataria já que em 2006 foram vendidas 2 bilhões de músicas online com DRM, mas também 20 bilhões foram vendidas na forma de CDs que não possuem DRM!
Jobs conclui a carta conclamando as Big Four a abolir o DRM e promete que a Apple fará o mesmo em seguida.
O recado é óbvio: agora que os players estão por todo lado, não seria ótimo ampliar o mercado da iTunes Music Store vendendo música para qualquer player e não apenas para o iPod?
Interesses à parte, o movimento anti-DRM ganhou hoje um forte aliado.