Confesso que quando assisti este comercial pensei que fosse um daqueles de salvar o planeta.
Fiquei surpresa.
É natural que se imagine qual seria o produto, empresa ou entidade tão preocupada em apresentar um filme sobre esta extraordinária purificação.
É um comercial tão bem feito, tão poético, tão ambientalmente correto, que prende a atenção até o grand finale, que desaponta. Aquele belíssimo mise en scene nada tem a ver com a preservação do planeta.
É com muito bom humor que o Hiro comenta em seu blog (Widoníd Another Hiro) sobre licenciamento de personagens, em especial sobre o termômetro do Bob Esponja. Imagine só… Seu filho adora o Bob Esponja. Um belo dia ele amanhece com febre e você diz assim: tudo bem, filhinho… Agora a mamãe vai colocar o Bob Esponja no… hã… no seu… hã… bumbum. Sim. Na embalagem o fabricante explica: o produto serve para medir a temperatura oral, axilar e retal. Será que houve algum estudo para saber se as crianças que gostam do Bob Esponja vão continuar gostando dele depois disso? Terão elas alguma rejeição pós febre ao personagem? Realmente, como diz o Hiro em seu post, talvez os donos de algumas propriedades tenham perdido o controle e nem saibam mais que tipo de produto seu personagem está vendendo.
Na guerra por leitores, os jornais também atacam de promoção. E o pior, e que pode confundir ainda mais o consumidor, é que as duas promoções dão bichinhos.
O Jornal O Globo lança a promoção “Salve o Planeta”: Junte 7 selos + R$ 9,90 e troque por um livro e um animalzinho de pelúcia em extinção. Parte da renda desta promoção será destinada para projetos do WWF - Brasil, que ajuda a preservar o habitat de espécies ameaçadas de extinção.
O Jornal O Dia lançou, na sequência, a promoção “Zôo na sua casa“. Para ganhar seu bichinho, precisa colar na cartela da promoção 7 selos (que vem diariamente no jornal), juntar + R$ 8,00 e trocar em postos de troca credenciados pela coleção de 6 bichinhos. Esta promoção contribui com a manutenção de bichos de verdade que vivem no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro.
Há anos a gente ouve dizer que dá sorte comer nhoque no dia 29. Pois agora o Spoleto transformou isso numa promoção. Todo dia 29, quem pede o nhoque ganha 1 dólar de verdade. Nesse dia 29 de fevereiro, além de ganhar 1 dólar, você pode ganhar, através da árvore da fortuna, uma bebida, uma sobremesa ou uma refeição com bebida grátis na sua próxima visita ao Spoleto. Tudo é válido pra atrair público nesse mercado tão concorrido, até dar dinheiro.
Estão no ar duas promoções que prometem fazer muito barulho entre os ouvintes das rádios Metropolitana FM e Jovem Pan FM.Na primeira, Maratona dos 10 mil reais da Metropolitana, quem conseguir ser o primeiro ouvinte a anotar 10 mil músicas com data e hora que foram tocadas na programação, leva os R$ 10 mil.Se considerarmos que em 1 hora a rádio executa em média 15 músicas, quem quiser participar deve levar cerca de um mês pra conseguir anotar 10 mil músicas.
Na promoção Cadê o meu primeiro apê? da Jovem Pan e da Construtora MRV, o ouvinte precisa gravar um vídeo criativo e original de 1 minuto que convença o público e a comissão julgadora que ele é quem mais merece ganhar o seu primeiro apê.Esse concurso promete muita diversão pra quem acessar o site, pois os vídeos que concorrem ao prêmio ficam lá postados para os curiosos de plantão assistirem e votarem.
Imagina a cena: você e a Daniella Sarahyba em uma ilha deserta. Daí, ela tira a roupa (calma aí…fica de biquini) e você pega a sua câmera e começa a fotografa-la. Imaginou ? Agora acesse o site do Taco Bell e realize os seus sonhos. Fotografe a Daniella em uma ilha deserta e mande as fotos para os amigos. Afinal, que graça tem ficar só entre você e ela?! Divertida campanha on-line que gera Talkability®.
Muitas vezes se usa “sexo” para vender algum produto. Mesmo que o produto não tenha a ver com sexo. Porque será? Simplesmente porque é uma, se não a melhor, forma de CHAMAR A ATENÇÃO. E antes de vender alguma coisa, o desafio mais importante é PARAR o consumidor e faze-lo prestar a atenção na mensagem. Já é meio caminho andado.
Para os profissionais que precisam conhecer o comportamento do consumidor, foi lançado pela editora Saraiva o livro: O Comportamento do Consumidor Brasileiro, da autora Tania Maria Vidigal Limeira.
O livro fala sobre os nichos de públicos brasileiros e suas peculiaridades de consumo.
Os brasileiros têm modos e razões de consumir que são muito diferentes dos europeus ou americanos, e o foco desse trabalho é sobre como cada público vive: homens, mulheres, crianças, jovens, idosos, público de baixa renda e outros, como se relacionam com sua família e com seus amigos, como fazem escolhas e tomam decisões no dia-a-dia.
Pra quem quiser ouvir um pouco sobre o conteúdo do livro, tem uma entrevista no programa Mundo Corporativo da CBN.
Não. A gente não sabia que ia ganhar. E na boa? É um exercício que gente angustiada, como Fernando e eu, deveria ser impedido de passar pelos próprios médicos. Chegamos pontualmente às 19:30 no Credicard Hall. Vimos, pouco a pouco, o salão encher, o calor aumentar e nossos batimentos cardíacos acelerarem, ao mesmo tempo que fazíamos pose de “o importante é competir”. Às 20:30 nos levaram para uma mistura de abatedouro com backstage. Um lugar sombrio, cheio de cadeiras e gente famosa, de onde não podíamos ver o que acontecia na platéia. Ali estavam todos os concorrentes de todas as categorias. Mais de 50 ansiosos, tentando disfarçar seus nervos à flor da pele falando sobre o Corinthias rebaixado, o que não me ajudou em nada. Um vídeo que dizem ter durado 10 minutos, mas que garanto que demorou mais duas horas, mostrou todas as estrelas da Criação publicitária. Confesso que não acompanhei tudo. O lado esquerdo do meu cérebro estava ocupado tentando criar um discurso enquanto o direito dizia que dá azar discurso pronto. O sapato do Fernando escorregava demais, criando a preocupação adicional de ve-lo se espatifar no palco. Termina o vídeo e nos colocam numa fila indiana para serem anunciados nossos nomes. Não sei bem o que aconteceu daí pra frente. Podem ter se passado alguns minutos ou uns 4 dias. Apenas lembro do mestre de cerimônias dizer Bullet bem alto, a Mônica começar a gritar, a Adriana a pular, o Eugênio me abraça e o Fernando cerra os punhos e bate nos próprios joelhos.O discurso de improviso deveria ser: “Daquela mesa até esse palco, se passaram vinte anos. O Eugênio, aos 50 anos, apostou nessa agência. Clientes e Fornecedores apostaram nessa agência. Obrigado a todos. Obrigado a todos que votaram na gente. Obrigado aos que deram seus depoimentos. Obrigado ao Meio & Mensagem. Mas, acima de tudo, obrigado a todos os profissionais que fazem a Bullet todos os dias. “Sei lá a quem o Fernando e eu agradecemos. Mas fomos sinceros .Enfim, o nosso blog começou em 10 de outubro e este é o post final.Valeram as incontáveis forças.O Caboré 2007 é nosso!